Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

NOITE DE NATAL


Na noite de céu estrelado
Passeia um raio de luz
Revelando ao mundo apagado
Esse mistério anunciado
No nascimento de Jesus

Candeia na noite mais escura
Aurora na obscuridade
Sorriso branco na tristura
Florido laço de ternura
No ódio da Humanidade

Nas secas palhinhas deitado
Todos te vêem meu Jesus
Mas eu já te vejo arrastado
No cimo do monte pregado
Nos rudes troncos de uma cruz

E passa para mim tão breve
A tua vida tão fugaz
Que a minha alma se proscreve
E o meu coração chora neve
Nesta longa noite de paz

Eu sonho com outro Natal
Que não verei no meu viver
Ver uma aurora boreal
Na tua linda noite astral
Sabendo que não vais morrer

Luís Costa

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

O SAPATINHO DO DIABO

Não sou eu!

Pobre Diabo

Nesta quadra em que a paz e o amor caem levemente, mansamente sobre a Terra, enchendo de harmonia e de fraternidade todos os corações humanos, não posso deixar de pensar em ti, pobre Diabo, com alguma compaixão até, sabendo que estás aí, nas profundezas dos Infernos, tão só, infeliz, ostracizado, relegado para os desérticos arrabaldes da indiferença. Quem pensa em ti? Quem tem um gesto de carinho para te oferecer? Quem, afinal, te poria uma prenda no sapatinho? É verdade que não és filho de Deus, mas há coisas que nem ao Diabo se fazem! Ninguém — nem mesmo tu — merece passar o Natal sozinho, sem um mimo, sem um gesto de ternura! Foi por isso que decidi pôr-te algumas prendas no sapatinho.

Pensando em toda a tua comovente solidão, decidi — uma vez na vida — enviar-te treze relíquias, que irão, decerto, deliciar a tua mente pérfida, mórbida e retorcida. São todas, como poderás facilmente comprovar, produto da minha horta, pois não sou homem para te enviar coisa alheia. Olha-me só para isto e diz lá se não é de comer e chorar por mais:

1- Novo Regime de Gestão Escolar (com pastilhas Rennie e um livro sobre o Estado Novo);
2- Sistema de Avaliação Docente (kit completo);
3-Divisão dos professores em duas categorias: titulares e professores (com chicote de autoflagelação);
4- Estatuto do Aluno (com caderneta e cromos para coleccionares faltas);
5- Aulas de Substituição (com armadura completa);
6- Componente não lectiva de trabalho no estabelecimento (vai sem nada, já sabes porquê);
7- Projecto Curricular de Turma (com mala térmica);
8- Planos de Recuperação (com um puzzle de 10.000 peças);
9- Planos de Acompanhamento (com molduras vermelhas);
10- Planos de Desenvolvimento (com óculos de ver ao longe);
11- Áreas Curriculares Não Disciplinares (com enfardadeira);
12- Portefólio (um primor, garanto-te; faz cá uma chama!…);
13- “Migalhães”.

Ainda tenho outras treze, mas... essas terás de ser tu a vir reclamá-las, quando entenderes!

Para que não te sintas menosprezado, decidi encomendar este serviço ao próprio Pai Natal, que já me confirmou o frete, embora só tenha três renas disponíveis para este tipo de servicinhos. Compreende-se, não é verdade?! Mas garanto-te que são criaturas de confiança — no teu ponto de vista, claro! E, enfim, como se trata de prenda natalícia e isto só se faz uma vez na vida, podes também ficar com o Pai Natal e com as três renas: por cá, ficamos muito bem apenas com o Menino Jesus.

Por favor, não me agradeças! É dado de boa vontade!
Um infeliz Natal e um paupérrimo Ano Novo

Luís Costa

Domingo, 21 de Dezembro de 2008

O MAIOR... DE SEMPRE

Grupo de Forcados Amadores de Évora

Os sindicatos têm a maior manifestação de sempre, a segunda maior manifestação de sempre, a maior greve de sempre e, agora, o maior abaixo-assinado de sempre. Será que também têm o maior medo de sempre? Ou a maior cegueira de sempre?

O que será então necessário para os sindicatos combaterem as maiores injustiças de sempre? Que sinais necessitamos de lhes dar para marcarem uma greve decente? Por que razão não avançamos para uma greve definitiva, uma greve que ponha termo à teimosia egoísta de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, que sujeitam o país aos interesses eleitorais deste P. S. ( Partido Socratista)? Dar tempo ao trio do Ministério da Educação é um suicídio. Estou cansado de gritar, mas ninguém me ouve e tudo isto me está a cheirar a cumplicidade, a "entendimento". Espero estar rotundamente enganado!

Cristo debateu-se sempre com um problema: o da falta de fé dos homens, a falta de crença. E logo ele, que passou a sua curta vida a dizer: «Não fui eu que te curei, mas a tua fé que te salvou!». Onde está a fé dos sindicatos? O que precisam para acreditarem nos professores? Têm medo dos “recordes”?

Mário Nogueira tem mais de 130 mil consigo: tem medo de quê? Está a conduzir-nos para onde? Afinal, o que lhe disse Pedreira, no dia da vigília?

Saibamos ser merecedores e dignos dos probos exemplos que nos chegam de CHAVES. É hora de descalçar as pantufas, de calçar as botas, de arregaçar as mangas e de "pegar o touro pelos cornos".

Luís Costa

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

O RATO


O rato é um bicho nojento
Um roedor sujo e ingrato
Tem um focinho virulento
Mas é muito mais fedorento
O assento largo do rato

O rato é feio e remelento
Chupista como carrapato
Tem um vil aspecto ronhento
Mas é muito mais morrinhento
O assento largo do rato

O rato é torpe e penugento
Animal reles e bicho chato
Só tem lixo no pensamento
Mas é muito mais odiento
O assento largo do rato

Luís Costa

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

CARTA ABERTA


AO ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO

Hoje, é a si que eu me dirijo, enquanto membro fundamental da comunidade escolar e educativa e parte interessadíssima em todo este diferendo entre o Ministério de Educação e os professores, pois o que está em jogo não são simples interesses salariais dos docentes, mas o futuro da escola pública tal como hoje a conhecemos. O que está em jogo, para quem — num futuro próximo — não puder pagar um colégio particular, é o desgosto de ver filhos e netos crescerem numa escola de segunda, onde o sucesso é apenas aparente e não há dinheiro para aqueles que têm mais dificuldades de aprendizagem. O que está em jogo para a maioria dos pais é terem — num futuro próximo — de deixar os filhos numa escola dominada pela indisciplina e pela violência, porque não há dinheiro para contratar auxiliares de acção educativa: os sinais já são mais do que evidentes; quanto ao que falta ver, basta olhar para os exemplos tristes que nos chegam diariamente, através dos meios de comunicação social.

O Ministério da Educação pretendeu lançar os pais contra os professores, sugerindo ao povo português que nós somos os responsáveis pelo insucesso dos alunos: todos sabemos que isso está longe de ser verdade. O Ministério da Educação pretende agora convencer a sociedade de que nós não queremos ser avaliados: MENTIRA ABSOLUTA. Nós sempre fomos avaliados e, caso este sistema de avaliação vingasse, obteríamos mesmo melhores resultados: no sistema anterior, praticamente todos os docentes transitavam de escalão com a menção de “SATISFAZ”; no presente modelo, como demonstraram os dados do ano transacto — divulgados pela senhora ministra da Educação — a esmagadora maioria dos professores obteve “BOM” e “MUITO BOM”. O problema, senhor encarregado de educação, é que nós, tal como o senhor, não queremos ser avaliados pelo nosso colega do lado, que ascendeu à categoria de “titular” por mera arbitrariedade administrativa. O problema, senhor encarregado de educação, é que nós não queremos uma avaliação que não está orientada para a melhoria da escola enquanto instituição educativa. Esta avaliação está para nós como a “transição obrigatória” está para o seu educando: o Estado não quer gastar dinheiro com aqueles que frequentam e ensinam na escola pública, para poder construir linhas de TGV, para patrocinar as asneiras e as fraudes dos grandes banqueiros… Nós queremos uma avaliação justa, competente e que premeie, de facto, aqueles que merecem.

Deixo-lhe alguns tópicos que poderão estimular a sua reflexão sobre toda esta problemática:

1- Reduzir o tempo de preparação de aulas aos professores não é forma de ter melhor educação para o seu educando;
2- Empurrar os professores para a transição de todos os alunos não é caminho para que o seu educando chegue longe nos estudos;
3- Criar um sistema que, no ensino básico, favorece o absentismo do aluno não é caminho para uma educação sólida e com perspectivas de futuro;
4- Desrespeitar os docentes e impedir que eles tenham o estatuto social que merecem não é a melhor forma de precaver o futuro de um país civilizado;
5- Diabolizar os professores perante a sociedade e os alunos é querer lançar sobre eles a desconsideração e a indisciplina; é contribuir para a degradação do ambiente educativo da sala de aula e da escola;
6- Numa escola onde não cabe o respeito pelo professor e a indisciplina grassa não é o local ideal para formar os homens e mulheres conscientes do amanhã; não é lugar onde possamos deixar os nossos filhos;
7- Os encarregados de educação estão tranquilos, porque sabem que podem ir para os seus empregos, enquanto os seus filhos estão entregues a profissionais confiáveis, que os ajudam a crescer e a serem melhores seres humanos e bons profissionais;
8- Todos os encarregados de educação querem o melhor para os seus educandos;
9- O melhor para os vossos (nossos) filhos é uma escola com profissionais respeitados, motivados, com tempo para se dedicarem ao estudo, à pesquisa, à correcção dos trabalhos dos alunos, à preparação e planificação das aulas;
10- O trabalho do professor é muito desgastante e não pode ser exercido sob pressão, nem em série, porque a escola não é uma fábrica e os alunos não são peças de uma cadeia de montagem: as aulas passam a ser impessoais, rotineiras e as possibilidades de erro aumentam drasticamente (de planificação; de execução; de avaliação);
11- O que este governo quer, senhor encarregado de educação, é uma escola barata; este governo não pensa no que é melhor para o seu educando, mas no que sai mais barato aos cofres do Estado;
12- Os pais não querem o barato para os seus filhos, querem o melhor;
13- Não é justo que só os ricos tenham acesso à melhor educação;
14- Portugal sempre pôde confiar nos seus professores; contam-se pelos dedos os políticos em quem realmente podemos confiar.


A senhora ministra da Educação já admitiu atender às reivindicações dos professores, mas apenas depois das eleições. Como toda a gente percebeu, estamos sujeitos ao calendário e interesses eleitorais de um partido e o Governo coloca esses interesses acima dos direitos de alunos, encarregados de educação e professores, não se importando com as consequências pedagógicas do prolongamento desta querela. É, pois, fundamental que as associações de pais se juntem àqueles a quem confiam diariamente os filhos, àqueles que estão realmente a defender a escola pública, para que a serenidade e a motivação voltem rapidamente às salas de aula e todos possamos, finalmente, ensinar e aprender num ambiente educativo de confiança e respeito.

Luís Costa

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

O MEU PLANO

" La Mort de Socrate" - Jacques-Louis David

Muito tenho lido e ouvido sobre as estratégias mais eficazes para acabar, de vez, com a teimosia iníqua de Maria de Lurdes Rodrigues. A proliferação de ideias e a consequente dispersão de energias são a tónica dominante. Paralelamente — e paradoxalmente —, parece que as manifestações grandiosas e as greves históricas, em vez de encherem de coragem e de ânimo o peito dos professores e dos sindicalistas, provocam um absurdo medo de que a próxima acção não iguale a grandeza da anterior: é o “medo do sucesso” e uma perfeita estupidez! Sim, pois se as manifestações e a greve do dia 3 tivessem sido apenas razoáveis, ou fracas, muitos encontrariam aí motivos para não continuar a luta! Então estavam à espera de quê? Que a ministra viesse a terreiro dizer que estava muito comovida, arrependida e que, por isso, se ia embora, pedindo desculpas a todos? Talvez pudesse ter acontecido algo parecido, se não estivéssemos a viver um marco realmente histórico da escola pública em Portugal! Talvez pudesse ter acontecido algo parecido, se não estivéssemos num virar de página do nosso estatuto social, profissional e económico! Talvez pudesse ter acontecido algo parecido, se o governo não quisesse transformar a escola num “juvenário” com “investimento mínimo garantido”, só para pobres! Sim, o governo quer “pôr este filho na roda”! E é por tudo isto que Sócrates e Lurdes Rodrigues aguentam esta frente até ao ridículo! E é por isto também que nós, que estamos no terreno, que percebemos o que está em jogo, temos de lutar com toda a nossa determinação: não apenas pelo nosso umbigo, mas pelo futuro do ensino, pelo futuro da escola pública! É a nós que compete explicar aos encarregados de educação o que, realmente, se está a preparar nas catacumbas da 5 de Outubro.

O meu plano é simples, arrojado — como tem de ser — e terrivelmente eficaz (penso eu, que sou apenas um simples professor e o poeta de serviço). Qualquer que seja a vossa reacção a estas ideias, não me demoverei do meu posto e continuarei a incendiar o campo de batalha com os meus dardos incandescentes.

1ª ACÇÃO - GREVE DE UMA SEMANA (19 a 23 de JANEIRO).

2ª ACÇÃO – EM CADA ESCOLA UMA REUNIÃO COM A ASSOCIAÇÃO DE PAIS, PARA EXPLICAR, COM DETALHE, OS VERDADEIROS MOTIVOS DA GREVE E O QUE ESTÁ EM JOGO PARA O FUTURO, INCENTIVANDO-A A COLOCAR-SE DO NOSSO LADO, ATRAVÉS DA REDACÇÃO DE CARTA A ENVIAR AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

3ªACÇÃO – OS BLOGUES DA EDUCAÇÃO E DOS SINDICATOS, AO LONGO DESSA SEMANA, VÃO ACTUALIZANDO — NA NET E NA COMUNICAÇÃO SOCIAL – A LISTA DE ASSOCIAÇÕES QUE SE VÃO JUNTANDO A NÓS.

Termino, apelando a todos os professores deste país — novamente mergulhado no obscurantismo — para que não temam essa greve, não façam contas ao “rombo” que tal acção vai provocar no seu vencimento, porque há momentos na vida em que é preciso perder o amor aos anéis para preservar os dedos. Se perdermos esta luta, os nossos prejuízos serão infinitamente maiores.

Este é, de facto, um momento histórico, em que é preciso pôr todo o nosso empenho, toda a nossa dignidade e toda a nossa determinação no combate ao crepúsculo da escola pública. As futuras gerações de alunos e de professores não nos perdoarão, se perdermos esta causa a troco de algumas dezenas de euros. As asneiras desta ministra já nos roubaram muito mais, muito mais, muito mais!

Amo o ensino! NÃO ME DETEREI!

Luís Costa

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

SENHORES DAS TREVAS


Filhos das trevas senhores sem rei
Sem horizontes nem finidade
Vivem da vida roubada à grei
Vivem do sangue chupado à lei
Da insídia e da feridade

Filhos das trevas senhores da morte
Predadores cegos e desleais
Têm na noite aliado forte
Cúmplice antiga velha consorte
De fartos banquetes canibais

Filhos das trevas senhores do breu
Fiéis herdeiros da escuridão
Têm na noite o seu apogeu
Tribuna antiga e coliseu
O altar supremo da traição

Luís Costa

"GET OUT"


Uma longa resistência vai desgastar-nos e prejudicar-nos pessoal e profissionalmente (embora não a tema). Defendo, por isso, uma acção "em força", capaz de pôr ponto final neste conflito. O ME aposta no "prolongamento" e nas "grandes penalidades", com muitas jogadas sujas à mistura. Uma greve de vários dias, ou por tempo indeterminado, é, no meu entender, a medida mais eficaz. O dia 19 de Janeiro não deve ser "o dia" da greve, mas "o primeiro dia" da greve. Digam o que quiserem, pensem o que quiserem, mas retenham o seguinte: não se negoceia com quem está de má-fé.


ESTÁ NA HORA DE DIZERMOS À MINISTRA DA EDUCAÇÃO E SEUS “MUCHACHOS” QUE ESTÃO ESGOTADAS TODAS AS POSSIBILIDADES NEGOCIAIS. TÊM DE SE DEMITIR! VÃO-SE EMBORA, PORQUE ENVERGONHAM A EDUCAÇÃO E O PAÍS!


Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

MUSTANGUE

Vivendo sem fazer preito
O meu corcel puro-sangue
Não obedece ao despeito
Galopa sempre a direito
No seu jeito de mustangue

O meu cavalo selvagem
Correndo por ideais
É avesso a atrelagem
A falsa camaradagem
E contagens bestiais

O meu cavalo sadio
Não teme força nem perigo
É um alazão gentio
Um puro-sangue bravio
Senhorio do inimigo


Luís Costa

MA SOLITUDE

Monet - "La Pie"

Viens ma fidèle solitude
Paresser au creux de mes mains
Viens ma vieille habitude
Sorcière de mon inquiétude
Soleil de mes sombres matins

Viens mon aimable compagne
Songer dans le nid de mes bras
Viens ma séduction de cocagne
Fenêtre ouverte de mon bagne
Terrain solide de mes pas

Viens, mon adorable princesse
Danser la valse de minuit
Viens ma divine déesse
Ma fée magique de tendresse
Inonder mon âme d’oubli

Luís Costa
Mai - 2008

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

SILÊNCIO, QUE VAMOS...

Sinto muita vontade de escrever, mas tenho feito enorme esforço por resistir: este meu estado seria propício, se estivesse direccionado para a 5 de Outubro, mas como — infelizmente — não está… parece ser prudente remeter-me ao silêncio até acalmar este cavalo inquieto que tenho no peito.

Sei que estamos a viver um drama, mas ainda não percebi muito bem em que subgénero estamos a representar e qual o relevo do nosso papel. Será uma tragédia? Será uma comédia? Um melodrama? Uma farsa? Um auto de moralidade? Ou será algo híbrido, que mudará de acordo com a perspectiva e a ocasião: a do ministério, a dos sindicatos e a dos professores?
Estou, no entanto, em estado de estupor por ver que alguns iluminados apelidam de "inteligente" este "passo doble" protagonizado por Pedreira e Nogueira.

Luís Costa

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

CAVALO ALADO

Aos MESTRES do meu País

Voa, meu cavalo alado,
Vai abraçar a nação
Sai do peito emocionado
E vai de mim libertado
Ser um só coração

Voa, Pégaso feliz,
Sai do meu peito constrito
Leva nas asas viris
Aos Mestres do meu país
A matriz do infinito

Luís Costa

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

COM DOR


Levanta-te, educador,
Ergue a tua alma ao céu
Vence a dor da tua dor
Bebe o cálice de agror
E vem beijar o troféu

Levanta-te, ó professor,
Que hoje não serás só
Seremos um só suor
Seremos um só clamor
Hoje seremos um nó

Agiganta-te, condor,
Abre as asas da verdade
Voa agora sem temor
E vem provar o sabor
Do amor à Liberdade

Luís Costa