
No meu modestíssimo entender, o programa eleitoral do PSD responde, no essencial, às preocupações da classe docente deste país. As principais bandeiras da nossa luta foram hasteadas por um partido que quer ser Governo e que tem reais possibilidades de o ser. É, pois, chegada a hora de tocar a reunir.
A conjuntura actual é extremamente delicada. Não é tempo para votos de natureza “clubista”, para dispersão do eleitorado, para apostar em programas eleitorais de partidos que nunca tiveram responsabilidades governativas, nem têm qualquer hipótese de aflorar uma maioria. O programa eleitoral do Partido Socialista já está escrito nos quatro anos negros que, felizmente, estão a terminar. De qualquer modo, ainda que prometesse o Céu, de nada valeria, pois falta autoridade moral ao seu líder, que cilindrou as mais importantes promessas sufragadas pelo povo português. O programa do Bloco de Esquerda — em perfeita coerência com as posições assumidas em defesa do professorado e da Escola Pública — responde também aos nossos principais e legítimos anseios, mas… os bloquistas não ganharão o próximo acto eleitoral, o que é potencialmente perigoso para a nossa causa e para o rumo de Portugal, pois só poderão governar, em desvantajosa minoria, com o PS. Deslocar votos deste PS para a sua esquerda é assegurar a continuidade de Sócrates — e muito provavelmente de MLR, ou de um clone seu, o Pedreira — no leme do nosso futuro. O PP também não defraudou as expectativas que nele depositava. O partido, naquilo que é fundamental para o ensino, diverge claramente do rumo desta ministra de má memória. Mas não creio que haja muitos eleitores — dos que deram a maioria absoluta ao PS — dispostos a efectuar um tão grande salto em comprimento, sobretudo quando encontram no PSD as respostas possíveis, neste adverso momento.
Na sequência do modesto arrazoado que o meu cérebro consegue produzir, aos professores deste Portugal desgovernado apenas resta um caminho, se querem, de facto, pôr termo a esta socradura: uma concertação estratégica dirigida ao voto no partido que, simultaneamente, responde às nossas principais reivindicações e pode ser Governo já em Outubro. Qualquer outra estratégia será cândida, romântica e perpetuará Sócrates no poder.
Luís Costa
A conjuntura actual é extremamente delicada. Não é tempo para votos de natureza “clubista”, para dispersão do eleitorado, para apostar em programas eleitorais de partidos que nunca tiveram responsabilidades governativas, nem têm qualquer hipótese de aflorar uma maioria. O programa eleitoral do Partido Socialista já está escrito nos quatro anos negros que, felizmente, estão a terminar. De qualquer modo, ainda que prometesse o Céu, de nada valeria, pois falta autoridade moral ao seu líder, que cilindrou as mais importantes promessas sufragadas pelo povo português. O programa do Bloco de Esquerda — em perfeita coerência com as posições assumidas em defesa do professorado e da Escola Pública — responde também aos nossos principais e legítimos anseios, mas… os bloquistas não ganharão o próximo acto eleitoral, o que é potencialmente perigoso para a nossa causa e para o rumo de Portugal, pois só poderão governar, em desvantajosa minoria, com o PS. Deslocar votos deste PS para a sua esquerda é assegurar a continuidade de Sócrates — e muito provavelmente de MLR, ou de um clone seu, o Pedreira — no leme do nosso futuro. O PP também não defraudou as expectativas que nele depositava. O partido, naquilo que é fundamental para o ensino, diverge claramente do rumo desta ministra de má memória. Mas não creio que haja muitos eleitores — dos que deram a maioria absoluta ao PS — dispostos a efectuar um tão grande salto em comprimento, sobretudo quando encontram no PSD as respostas possíveis, neste adverso momento.
Na sequência do modesto arrazoado que o meu cérebro consegue produzir, aos professores deste Portugal desgovernado apenas resta um caminho, se querem, de facto, pôr termo a esta socradura: uma concertação estratégica dirigida ao voto no partido que, simultaneamente, responde às nossas principais reivindicações e pode ser Governo já em Outubro. Qualquer outra estratégia será cândida, romântica e perpetuará Sócrates no poder.
Luís Costa
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