
Saturada de tanta ingerência do Primeiro nas suas decisões, a ministra da Educação decidiu demitir-se do cargo que tão discretamente exercia.
Fonte fidedigna assegurou ao Dardomeu que Isabel Alçada terá tomado esta decisão radical após a leitura do romance Flor de Burel, que devorou de uma assentada. Tomada de nostalgia da boa escrita e de uma incontrolável vontade de fazer coisas úteis, telefonou, ao fim da tarde de ontem, ao Primeiro-ministro para lhe dar a boa-nova. Segundo a mesma fonte, José Sócrates, que se encontrava clandestinamente reunido com todos os restantes ministros, terá perguntado quem queria substituir a colega da Educação até à queda do Governo, que eles mesmos estavam a congeminar. Ao que parece, o ministro das Finanças terá sido o único a levantar o braço e todos os demais o terão aplaudido de pé, durante treze segundos... dois terceiros e... um quarto de águas para todos.
Luís Costa
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