Domingo, 25 de Abril de 2010

O ÚLTIMO POEMA


VAZIO

Chove
No meu pensamento
E uma dor
Incolor
Demora-me o peito
Refeito
De cimento

Lancinantes címbalos
Ecoam clamores de verdade
E fremem na memória

Melodias do meu sonho
Gelam na marmórea vivência
E uma visão de unidade
Em perfeita Lua
Enche de vazio
Doentio
A minha existência
Nua


Luís Costa

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